Membros da CGJ apontam responsabilidade e cuidado no serviço prestado pela Casa de Acolhimento de Patos

Criança mostra brinquedos à juíza corregedora

Com seis anos de idade, uma falante garotinha recepcionou a equipe da Corregedoria Geral de Justiça da Paraíba, apresentando aos corregedores cada cômodo da casa em que se encontra institucionalizada, aguardando por uma adoção. A menininha mostrou os quartos, os brinquedos, falou sobre a escola e sobre as pessoas que dela cuidam, com amor, no lugar em que está vivendo, em razão de ter sido afastada definitivamente do convívio com os pais biológicos, por decisão judicial. A visita da CGJ à Casa de Acolhimento da Comarca de Patos ocorreu nessa terça-feira (29).

A inspeção teve por objetivo verificar a situação em que as crianças e adolescentes estão sendo acolhidos naquela unidade, conforme explicou o juiz corregedor Fábio Araújo.

“Pudemos observar que a estrutura oferecida é muito boa. A Casa tem um corpo de profissionais especializados e as crianças estão sendo bem atendidas. Os acolhimentos estão se desenvolvendo a contento, com os serviços assistenciais necessários”, avaliou.

Ao acompanhar o trabalho, o juiz Bruno Medrado, da 7ª Vara da Comarca de Patos, com competência em Infância e Juventude, informou que a Casa conta, atualmente, com sete crianças em acolhimento e tem conseguido atendê-las bem, tanto em relação ao espaço físico quanto às demais necessidades que elas demandam. “É muito bom recebermos a visita da Corregedoria para nos auxiliar no que estamos precisando, pois sempre buscamos o aprimoramento”, afirmou.

Corregedor Fred Coutinho e juiz Bruno Medrado

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, se mostrou satisfeito ao ver o que chamou de compromisso assumido entre a Prefeitura de Patos e o Judiciário local quanto ao serviço prestado às crianças e aos adolescentes que precisam de acolhimento institucional.

Após a inspeção, os corregedores estiveram, ainda, nas duas unidades do Conselho Tutelar de Patos, ocasião em que ouviram pleitos da categoria e averiguaram as condições de funcionamento do órgão.

Por Gabriela Parente