CGJ e Esma: webinário discute ferramentas e procedimentos para uma melhor gestão cartorária

Um total de 185 pessoas participou do webinário sobre ‘Ferramentas de Gestão da Unidade Judiciária’, realizado pela Corregedoria geral de Justiça (CGJ) e pela Escola Superior da Magistratura (Esma) na manhã desta sexta-feira (30). A capacitação foi ministrada pelo analista do 3º Juizado Especial Cível da Capital, Caio Bruno Sousa e Silva, que falou sobre metodologias, práticas de otimização e ferramentas tecnológicas de gestão para um trabalho em equipe.

O evento é o segundo realizado dentro da proposta do webinário ‘Repensando práticas judiciais: diálogos com Corregedoria e Esma’, que visa debater, quinzenalmente e até o final do ano, assuntos diversos relacionados à gestão judiciária. O primeiro da série ocorreu no dia 2 de julho, com tema ‘Sistemas de Pesquisas Patrimoniais’ e 170 participantes.

Ao abrir o webinário, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, ressaltou que o objetivo é buscar o aprimoramento constante. “São encontros produtivos, com exposição de teorias e práticas importantes. Vamos discutir os melhores caminhos para o desenvolvimento dos trabalhos”, reforçou.

O diretor adjunto da Esma, juiz Antônio Silveira Neto, reforçou que é muito importante que os temas em questão estejam sendo contemplados por meio de cooperação. “A Escola e a Corregedoria entendem que uma boa gestão possibilita avanços consideráveis na qualidade do trabalho que passa a ser melhor desenvolvido, até mesmo com procedimentos simples”, afirmou.

Ao desenvolver o tema proposto, o servidor Caio Bruno apontou a inserção massiva de modelos como uma prática de otimização bastante eficiente. “Os modelos são essenciais para trabalharmos com celeridade, padronização e organização. Desta forma, minimizamos a margem de erros”, avaliou, explicando que costuma agrupá-los por símbolos.

A distribuição prévia das tarefas dos servidores que se afastam da unidade por motivos de férias e licenças também foi apontada como primordial. “Com isso, quando o servidor retorna, encontra matérias em dia, ao invés de um trabalho acumulado. Isso gera um ciclo virtuoso tanto para os servidores quanto para a unidade, que mantém a continuidade dos serviços”, argumentou.

Caio também explicou como o uso de uma ferramenta tecnológica gratuita (Trello) vem auxiliando a unidade com eficiência e promovendo uma melhor comunicação. No aplicativo, são incluídas as tarefas de cada servidor, assim como calendários de feriados, pautas de audiência, acesso ao PJe, escalas de atendimento, link para o Balcão Virtual, interação de servidores e outras ações. Com isso, evita-se o uso dos aplicativos de comunicação individual para o trabalho, o que também gera mais qualidade de vida.

Os juízes corregedores estiveram presentes, mediaram os debates, tiraram dúvidas e fizeram considerações sobre os assuntos expostos. O magistrado Fábio Araújo enfatizou que a discussão sobre o tema é fundamental. “Uma unidade é um microssistema e precisamos da atuação adequada de todos que ali se encontram”, disse.

A juíza corregedora Aparecida Gadelha expôs que a palestra brindou a todos com novas maneiras de trabalho no cartório. “Precisamos nortear as nossas ações com planejamento e dedicação aos dados. Um planejamento acelera os processos e também melhora a nossa qualidade de vida, com otimização de tempo e trabalho”, analisou.

O juiz Ely Jorge Trindade também registrou a satisfação de participar do evento. “Deixo meu agradecimento pelo envolvimento massivo dos servidores e servidoras do TJPB neste webinário”, falou.

Por Gabriela Parente

Webinário da CGJ e Esma abordará ‘Ferramentas de Gestão da Unidade Judiciária’ nesta sexta-feira (30)

As inscrições para mais uma edição do Webinário ‘Repensando práticas judiciais: diálogos com Corregedoria e Esma’ estão abertas e seguem até as 18h da quinta-feira (29). Desta vez, o tema a ser abordado junto aos servidores e magistrados participantes será ‘Ferramentas de Gestão da Unidade Judiciária’, ministrado pelo analista do 3º Juizado Especial Cível, Caio Bruno Sousa e Silva.

O evento será realizado nesta sexta-feira (30), das 11h às 13h, e será transmitido apenas pela plataforma Zoom. Os interessados devem se inscrever pela Internet por meio de formulário eletrônico, disponível AQUI .

Por meio de parceria entre a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) e a Escola Superior da Magistratura (Esma), o webinário visa debater, até o mês de novembro, uma série de assuntos relacionados à gestão judiciária. O primeiro da série ocorreu no dia 2 de julho, com tema ‘Sistemas de Pesquisas Patrimoniais’, que contou com 170 participantes.

Por Gabriela Parente

Cartórios de Notas da PB utilizam Autorização Eletrônica de Viagem para crianças e adolescentes

Os cartórios extrajudiciais notariais do Poder Judiciário estadual já utilizam a tecnologia que facilita, ainda mais, a autorização de viagem nacional e internacional para crianças e adolescentes de até 16 anos de idade, desacompanhados de ambos ou um de seus pais. Por meio de videoconferência, envolvendo o pai, a mãe e o tabelionato de notas, será possível emitir a Autorização Eletrônica de Viagem (AEV). O documento vem com QR Code e deve ser usado no embarque, sendo a única exigência a utilização de certificado digital para a assinatura eletrônica.

A evolução na autorização de viagens para esse público foi autorizada pelo Provimento nº 120/2021 da Corregedoria Nacional de Justiça e vale para os casos em que não são necessárias as autorizações judiciais. De acordo com o Provimento, a emissão da AEV deve ser feita, exclusivamente, por intermédio do Sistema de Atos Notariais Eletrônicos (e-Notariado).

“Esse avanço tecnológico já está em funcionamento na Paraíba, através dos cartórios extrajudiciais do Estado. Certamente, é um processo muito mais ágil e seguro”, informou o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de João Pessoa, Adhailton Lacet Correia Porto, que também é vice-presidente do Colégio de Coordenadores da Infância e juventude dos Tribunais de Justiça do Brasil.

O e-Notariado é uma plataforma de serviços notariais que permite acessar serviços de cartórios de todo o Brasil de forma totalmente digital, sem o comparecimento presencial a um cartório físico. Caso os pais não consigam fazer a videoconferência, poderão ainda fazer a solicitação do documento no site e se dirigir ao cartório indicado pelo sistema para assinar o documento.

De acordo com o presidente da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg), Germano Toscano de Brito, essa é uma iniciativa novíssima. “Ainda não fizemos nenhuma autorização nessa modalidade, mas todos os tabeliães de Notas do Estado têm a competência para fazê-lo. Esse provimento vai melhorar, significativamente, o trânsito de menores”, avaliou.

Para assinar o documento digital são aceitos o certificado digital, o ICP-Brasil ou o certificado digital notarial. Já para solicitar o certificado e-Notariado, o cidadão precisa se dirigir ao cartório de notas credenciado como autoridade certificadora pelo Colégio Notarial e levar identidade e comprovante de residência. É possível também comprovar identidade por meio de videoconferência na própria plataforma. A emissão desse certificado é gratuita e ele abrange apenas atos notariais.

Validade – A autorização eletrônica de viagem possui a mesma validade do instrumento particular emitido de forma física e deve ser apresentada à Polícia Federal e às empresas de transporte rodoviário, marítimo ou aeroportuário. Ela contém a chave de acesso e QR Code para consulta e verificação da autenticidade na internet, que poderá ser validado sem a necessidade de conexão com a internet. Ela é expedida pelo prazo ou evento a ser indicado pelos pais ou responsáveis da criança ou adolescente, até o limite de dois anos.

Por Fernando Patriota

Conselho Gestor do Farpen homologa prestação de contas referentes ao mês de junho

O Conselho Gestor do Fundo de Apoio ao Registro de Pessoas Naturais (Farpen) aprovou, na tarde desta quinta-feira (15), a prestação de contas relativa ao mês de junho quanto aos pagamentos custeados pelo Fundo aos registradores civis do Estado. Os valores pagos se devem à realização de atos gratuitos à sociedade, como registros de nascimento, certidões de óbito, entre outros, conforme preconizado pela Lei nº 7.410/03, que criou o Farpen.

Presidido pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, o Conselho condicionou a liberação de pagamento para 74 cartórios do Estado à solução de pendências encontradas nos relatórios apresentados.

A prestação de contas foi feita pelo presidente da Associação de Associação dos Notários e Registradores do Estado da Paraíba (Anoreg), Germano Toscano, que informou terem sido realizados, no último mês, 9.518 atos por 286 serviços de registros do Estado. Também pontuou que o número de óbitos registrados passou de 3.235, em maio, para 3.556, em junho.

Durante a reunião, os membros do Conselho Gestor também apreciaram um Pedido de Providências feito à CGJ e deram os devidos encaminhamentos.

Participaram da 182ª reunião do Conselho o juiz corregedor Ely Jorge Trindade; o diretor da CGJ, Fernando Antério; o gerente de Fiscalização Extrajudicial, Sebastião Alves; o coronel Adalberto Paiva dos Santos (gerente da Associação) e o presidente da Associação dos Registradores das Pessoas Naturais (Arpen), Manfredo Goes.

Farpen – O Fundo de Apoio ao Registro de Pessoas Naturais (Farpen) foi criado em 2003 (Lei nº 7.410/03), e é alimentado por percentuais oriundos do pagamento de atos de registro realizados pelos cartórios extrajudiciais, bem como pela destinação de um percentual das custas judiciais arrecadadas pela Justiça estadual.

Por Gabriela Parente

Membros da Ceja discutem alterações na Resolução que dispõe sobre competências do órgão

Propostas de alteração da Resolução nº 17/2007, que dispõe sobre a composição e competência da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), foram discutidas em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (8) entre os membros da Comissão. As modificações visam adequar a norma às mudanças ocorridas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao longo dos últimos anos e nas normatizações do Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras que disciplinam a adoção internacional.

Presidida pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, a Ceja é o órgão da Corregedoria responsável pelo acompanhamento dos casos de adoção internacional no Estado, entre outras atribuições. Também presta apoio aos Juízos da Infância e da Juventude em todo o Estado.

De acordo com a secretária administrativa da Comissão, Ana Cananéa, as modificações propostas se referem, principalmente, à alimentação dos dados no Sistema Nacional de Adoção (SNA) pelas comarcas e visam proporcionar mais agilidade aos processos de habilitação e adoção. “Também estamos incluindo a atribuição de auxiliar pessoas que foram adotadas na busca pela família biológica, quando da solicitação do acesso às informações sobre suas origens. A resolução antiga não contempla isso”, explicou.

Após os debates, novas sugestões foram feitas pelos participantes e serão inseridas na minuta a ser enviada a cada membro para aprovação. Em seguida, a proposta de alteração do documento será levada ao Pleno do TJPB.

corregedor-geral de Justiça, Fred Coutinho

O corregedor informou que, após o aperfeiçoamento da Resolução nº 17/2007, uma comissão será criada para elaborar o Regimento Interno da Ceja. “Trata-se de uma peça fundamental para a estruturação do setor e definição de todas as diretrizes”, antecipou Fred Coutinho.

Também na reunião, os participantes decidiram realizar novo encontro entre representantes das Promotorias e dos Juízos da Infância e Juventude do Estado para divulgar mais informações sobre o Aplicativo A.DOT, que visa facilitar a adoção de crianças e adolescentes pertencentes a grupos específicos, como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos, entre outros.

A ferramenta foi desenvolvida pela Corregedoria de Justiça do Estado do Paraná, mas possui alcance nacional e conta com a adesão da Corregedoria Geral de Justiça do TJPB, por meio de convênio assinado entre os órgãos.

Também participaram da reunião, o desembargador Arnóbio Alves Teodósio (vice-presidente da Ceja); o juiz corregedor Fábio José de Araújo; o juiz Adhailton Lacet (titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital); a promotora de Justiça da Infância e Juventude, Soraya Escorel, a promotora corregedora, Anne Emanuelle Malheiros; o diretor da CGJ, Fernando Antério; Daniela Menezes (assistente social do TJPB); Januária Porto, Ana Francisca, Alcieda Cavalcanti, Cleide Márcia Cavalcante e Dinah Rodrigues.

A.DOT – O Aplicativo congrega os cadastros simplificados de crianças com idade a partir de 7 anos; crianças e adolescentes com deficiência ou problemas de saúde; e de adolescentes que se encontram em situação de acolhimento institucional ou familiar, aptos para adoção. O acesso à ferramenta se dá após a manifestação do interesse do pretendente a algum perfil específico e mediante decisão do Juízo, contendo a autorização.

Por Gabriela Parente

Corregedor dialoga com diretor da Cinep sobre regularização de imóveis do Estado

A regularização de imóveis que pertencem ao patrimônio do Estado da Paraíba, mas que não estão com as escrituras regularizadas, foi tema de reunião realizada na manhã desta terça-feira (6) entre o corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, o diretor de Planejamento da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Ruy Bezerra Cavalcanti Júnior, e o chefe da Gerência Operacional de Bens Imóveis do Estado (Gobim), Dilson Leão.

Na ocasião, Ruy Bezerra declarou interesse na formalização de um Termo de Cooperação entre a CGJ, a Anoreg e o Estado, a fim de facilitar a identificação e a regularização dos imóveis em questão. “O objetivo é identificarmos o patrimônio que pertence ao acervo de imóveis do Estado que não se encontra cadastrado no Sistema Integrado de Gestão de Bens Públicos (SIGBP) para a devida regularização, lavratura de escritura e, em seguida, fazermos a alienação dos bens imóveis inservíveis”, explicou diretor de Planejamento.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, afirmou que a parceria é bem-vinda e será analisada. “A Corregedoria aguardará a provocação formal por parte do interessado para que o pedido seja analisado e as providências necessárias, adotadas”, finalizou.

Cinep – Vinculada à Secretaria de Estado de Turismo e Desenvolvimento Econômico, a Companhia tem a finalidade de promover o desenvolvimento industrial do Estado.

Por Gabriela Parente

Notícias da Corregedoria podem ser acessadas em conta oficial no Instagram

A partir desta segunda-feira (5), as notícias relacionadas às ações da Corregedoria Geral de Justiça do TJPB poderão ser acessadas, também, na conta oficial do órgão no Aplicativo Instagram (@cgj.pb). A iniciativa visa promover maior divulgação e alcance das matérias, serviços e decisões do órgão de fiscalização e orientação do Poder Judiciário estadual, bem como levar à população conteúdos informativos relacionados aos direitos do cidadão.

Como integrante da atual mesa diretora do TJPB, que tem na Presidência o desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, o corregedor-geral de Justiça, desde que assumiu o cargo, vem norteando o trabalho da CGJ com base na promoção da cidadania e do diálogo. Para tanto, vem fortalecendo as parcerias e investindo em capacitação e comunicação.

“Queremos modernizar e dar maior visibilidade aos projetos, ações e provimentos da CGJ, de forma eficaz e transparente, promovendo, também, maior aproximação do órgão com a população e ampliando os canais de comunicação e orientação”, reforçou Fred Coutinho.

Por Gabriela Parente

Webinário promovido pela CGJ e Esma é iniciado com tema ‘Sistemas de Pesquisas Patrimoniais’

‘Sistemas de Pesquisas Patrimoniais – Ciclo I’ foi o primeiro tema abordado no Webinário ‘Repensando práticas judiciais: diálogos com Corregedoria e Esma’, iniciado nesta sexta-feira (2). O evento registrou 170 participantes, entre magistrados e servidores do Poder Judiciário estadual, e foi transmitido pela plataforma ZOOM. O assunto foi exposto pelos juízes Leonardo Sousa de Paiva Oliveira, da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande, e Jeremias de Cássio Carneiro de Melo, da 2ª Vara Mista da Comarca de Queimadas.

Webinário CGJ/ESMA – Sistemas de Pesquisas Patrimoniais

Por meio da parceria entre a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) e a Escola Superior da Magistratura (Esma), a iniciativa visa discutir, durante todo o 2º semestre de 2021, uma série de assuntos relacionados à gestão judiciária. O Ciclo II, que dará continuidade ao tema, será realizado no dia 13 de agosto.

O diretor da Escola, desembargador Ricardo Vital de Almeida, fez a abertura do webinário dando as boas vindas aos participantes e aos conferencistas. “É uma satisfação da Esma/CGJ e do Tribunal de Justiça da Paraíba, bem como da AMPB. Esses eventos demonstram a preocupação com novas dinâmicas para aperfeiçoarmos as práticas e serviços”, afirmou.

O diretor adjunto da instituição de ensino, juiz Antônio Silveira Neto, explicou o objetivo do projeto desenvolvido pela Esma e pela CGJ. “Abordaremos temas relacionados à gestão judiciária, sob a visão da Corregedoria, com a interlocução da instituição de ensino. Traremos reflexões sobre novas práticas judiciais e de gestão. Os Sistemas de Pesquisas Patrimoniais, tema apresentado hoje, são utilizados, na maioria das vezes, nos processos cíveis, mas, também, nos criminais”, pontuou.

Ainda na abertura, o juiz corregedor Fábio José de Araújo reforçou a importância do evento. “Com esta parceria, estamos dando o pontapé inicial de uma jornada em busca de possibilitar mais eficiência e eficácia no exercício da prestação jurisdicional”, asseverou.

Durante sua explanação, o juiz Leonardo Oliveira destacou os principais sistemas que auxiliam o Poder Judiciário na busca de ativos (dinheiro e bens) e na localização de partes e testemunhas, como por exemplo Bacenjud, Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, Infojud, Infoseg, Renajud, Serasajud e Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis.

“Todos esses sistemas, cada um com sua funcionalidade própria, são repositórios de informações que servem ao processo judicial sob vários ângulos. Seja na fase de conhecimento, e, principalmente, na fase de cumprimento de sentença”, disse o magistrado Leonardo Oliveira.

Para o juiz Jeremias de Melo, a ideia do tema é lançar luz para a melhoria da gestão processual e da pesquisa de bens estrito senso, tornando os sistemas de pesquisas mais funcionais na prática cartorária. “É uma iniciativa que deve ser celebrada dado o imediato reflexo que tem apresentado na melhora da prestação jurisdicional”, afirmou.

O magistrado também exaltou os webinários que estão sendo promovidos pela Esma, bem como o novo ciclo em parceria com a CGJ, voltado à gestão cartorária. “São eventos que têm engrandecido a prática judicante. No mundo hiperconectado em que vivemos, é preciso acompanhar, de forma adequada, as mudanças diárias de rotinas e de fluxos de trabalho. O Judiciário avança pela necessidade de se manter eficiente dentro das novas dinâmicas. Precisamos continuar com este processo de aprimoramento e sei que vamos colher bons frutos a partir de cada encontro”, destacou.

Encerramento – Ao final, o Corregedor-geral de Justiça, desembargador Fred Coutinho, agradeceu pelas presenças e elogiou a iniciativa conjunta. “Temos valorosos profissionais que nos brindam com muito conhecimento. Só tenho a agradecer por este grandioso evento. Precisamos de webinários assim, com esclarecimentos sobre atividades do dia a dia dos cartórios. A finalidade da Corregedoria é, principalmente, orientar, mostrar caminhos, e, assim, vamos dar continuidade aos eventos, por meio desta irmandade com a Esma”, disse.

Também a juíza corregedora Aparecida Gadelha se pronunciou sobre o evento. “Produtividade se faz com treinamento, aperfeiçoamento e aumento da comunicação entre os colegas, servidores e magistrados, por meio de encontros como este, em que tantas dúvidas são sanadas. A iniciativa visa melhorar a produtividade, instigar servidores e juízes a utilizarem com eficiência os sistemas. Derivam, também, de recomendações do CNJ, que orientam a substituição dos ofícios pelas requisições via sistemas”, explicou.

Próximo evento – Ainda este mês, na grade do Webinário ‘Diálogos entre a Esma e a CGJ’, ocorrerá mais um encontro com o tema ‘RPV’s e Precatórios’. O evento será realizado no dia 30 (sexta-feira), das 11h às 13h.

Por Gabriela Parente e Marcus Vinícius/Gecom/TJPB

Vídeos tutoriais sobre o sistema PJeCor estão disponíveis no site do TJPB e da CGJ

Vídeos tutoriais sobre as funcionalidades do PJeCor – sistema em funcionamento na Corregedoria Geral de Justiça da Paraíba desde o dia 30 de abril – foram disponibilizados na página do TJPB e da CGJ, na aba PJe/vídeos (https://www.tjpb.jus.br/pje/videos), para auxiliar magistrados, assessores, servidores e usuários externos que fazem uso da ferramenta.

A disponibilização do material fecha o projeto de implantação do PJeCor na CGJ-PB, cujo processo contou com treinamentos dos usuários internos, realizados entre os dias 20 e 30 de abril, e com um webinário ocorrido no dia 10 de junho, voltado para juízes representantes processuais das unidades judiciárias cadastradas no sistema.

De acordo com o gerente de Tecnologia da Informação da CGJ, Alberto Rissucci, os minivídeos disponibilizados estão separados por perfil e por atividade. “O material contempla várias atividades de todos os perfis presentes no sistema a fim de que possa servir de repositório para consultas pelas secretarias, gabinetes, órgãos de representação e do perfil de Jus Postulandi”, explicou.

Os conteúdos estão divididos em PJeCor – geral (acesso, como criar e utilizar modelos, uso de etiquetas); Servidor; Jus Postulandi; Magistrado Representante Processual e Oficial de Justiça.

PJeCor – O sistema foi desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para atividades de registro, controle e tramitação de procedimentos administrativos no âmbito das Corregedorias de Justiça.

Na Paraíba, a regulamentação para uso da ferramenta consta no Provimento nº 02 da Corregedoria Geral de Justiça do TJPB, publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe) de 30 de abril de 2021. As unidades judiciárias, as serventias extrajudiciais e as associações de magistrados, de servidores, de oficiais de justiça e de notários e registradores devem ser cadastradas pela Corregedoria no PJeCor como entes e como procuradorias para que possam peticionar e receber comunicações, citações, intimações e notificações por meio da plataforma eletrônica.

Por Gabriela Parente

Corregedoria passa a contar com Painel Business Inteligence (BI) para auditagens e correições

Uma ferramenta de Business Inteligence (BI) denominada FiscCGJ foi entregue na tarde dessa quinta-feira (1º) aos dirigentes da Corregedoria Geral de Justiça da Paraíba a fim de auxiliar as atividades de auditagens e correições do órgão, oferecendo aos magistrados corregedores uma visão mais ampla das unidades judiciárias e extrajudiciárias do Estado. A ferramenta será disponibilizada e apresentada aos magistrados após a realização de ajustes, em data breve, a ser definida.

Apresentação do BI

A ferramenta foi desenvolvida pela equipe da Gerência de Tecnologia da Informação (Getec) da CGJ. De acordo com o gerente do setor, Alberto Rissucci, o BI proverá informações fundamentais e claras sobre as auditagens e correições. “Esses dados estarão disponíveis a qualquer tempo, por meio de gráficos e consultas padronizadas, análises textuais com inteligência artificial e em tempo real, proporcionando aos juízes corregedores e ao Corregedor uma visão mais clara de todas as informações prestadas pelas unidades”, explicou.

Ao apresentar a ferramenta, a servidora da Getec, Larrissa Dantas, explicou que, por meio do BI, será possível categorizar informações quantitativas relativas a: processos no PJe (conclusos, com excesso de prazo, etc), audiências (realizadas, adiadas, entre outras), recursos humanos (número de servidores; assessores, membros do Ministério Público e Defensoria), entre outros dados.

Na ocasião, a servidora demonstrou como acessar os painéis, extrair planilhas, inserir filtros e realizar as análises, verificando dados gerados a partir das respostas de todas as varas do Estado. Também mostrou como identificar as que se encontram com o preenchimento em andamento, bem como as que não enviaram respostas.

O juiz corregedor Fábio José de Araújo, que conduziu os trabalhos junto à equipe da Getec, afirmou que a ferramenta vai revolucionar a forma de atuar da Corregedoria, que poderá direcionar medidas de forma mais eficaz. “Os painéis disponibilizarão informações as quais não tínhamos acesso, beneficiando, também, os juízes corregedores permanentes de cada comarca. Será possível obter uma radiografia do Judiciário de uma forma que, até então, nunca tivemos, o que auxiliará nossa atuação, favorecendo políticas em prol das melhorias necessárias”, analisou.

A juíza corregedora Aparecida Gadelha afirmou que as análises, antes feitas em relatórios individuais, poderão ser visualizadas de forma macro. “Isso permitirá um diagnóstico minucioso das unidades e a criação de políticas com visão mais ampla e dirigida. Daqui para frente, temos um outro caminho para a CGJ”, disse.

Também o juiz corregedor Ely Jorge Trindade reforçou que a ferramenta está diretamente relacionada ao maior trabalho da Corregedoria, que é o de correição e orientação. “Nos trará, de uma forma mais simples, diversos meios de colher informações”, avaliou.

Com entusiasmo, o Corregedor-geral, desembargador Fred Coutinho, agradeceu pelo empenho da equipe e se disse surpreendido com as possibilidades apresentadas. “Uma ferramenta forte que estruturará melhor as ações e dinamizará o trabalho. Estou muito satisfeito”, concluiu.

Por Gabriela Parente